terça-feira, 9 de agosto de 2011


Um velho xamã Sioux (do sudoeste norte-americano) subiu no topo de uma montanha para ter uma visão. O grande espírito mágico Iktohmi, apareceu na forma de uma aranha e se comunicou usando a linguagem sagrada. A aranha (Iktohmi ) tomou das mãos do xamã um aro que ele trazia e começou a tecer uma teia com as oferendas que estavam com ele -plumas, crinas de cavalo e sementes. Enquanto tecia, o espírito falou sobre os ciclos da vida, desde o nascimento até a morte e sobre as forças boas e más que atuam em nós, em cada uma dessas fases.
Dizia ele: Se escutas as forças boas, elas te guiarão na direção correta e trarão a harmonia da natureza. Do contrário, levarão a direção errada causando dor e infortúnio.
Quando parou de tecer, o espírito mágico devolveu ao xamã o aro com uma teia ao centro e disse: No centro que está a teia, representa o ciclo da vida. Utiliza para ajudar o teu povo a alcançar os objetivos fazendo o bom uso dos sonhos, idéias e visões. Se você crê em algum grande espírito, a teia filtrará teus sonhos e visões, porque eles vem de um lugar chamado espírito do mundo que ocupa o ar da noite, com os sonhos bons e maus.
Terminou dizendo:
O apanhador de sonhos deve sempre estar pendurado para que a teia se mova livremente e consiga apanhar os sonhos que ainda estão no ar. Os sonhos bons sabem o caminho e deslizam suavemente pelas plumas e sementes até alcançar quem está dormindo. Os pesadelos ficarão presos no círculo central da teia até que nasça o sol - momento que estas energias negativas morrem com a primeira luz do dia.
Para os Sioux, o apanhador dos sonhos sustenta as linhas do destino.
Esse círculo é conhecido como "dreamcatcher" (apanhador de sonhos). Aqui no Brasil é chamado de Filtro dos Sonhos ou Apanhdor de Sonhos.

fonte; agora surtei.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

a working class hero is something to be.

keep you doped with religion and sex and TV and you think you're so clever and classless and free, but you're still fucking peasants as far as I can see.

. John Lennon

domingo, 10 de abril de 2011

arrisca-te.

Santo Deus, como não arriscar, quando não se conhece outro consolo e se tem tanta necessidade dele!

(Hermann Hesse - Rosshalde)

da-me uma cauda.

- Confesso que ainda não li Taine. Por certo que o senhor terá refletido muito mais do que eu sobre os problemas de estética...

- Antes, sim. A arte e a cultura, o apolíneo e o dionisíaco, e tudo o que se pensava e filosofava a respeito, tinham para mim uma importância enorme, como deves imaginar. Hoje, em compensação, dou-me por satisfeito quando consigo realizar um bom quadro. Já não tenho problemas a tal respeito. A bem dizer, os meus problemas não são de ordem filosófica. Se tivesse de explicar o motivo por que sou artista e por que pinto, diria que sou pintor porque não tenho cauda.

- Cauda? Não entendi, pai. Que quer dizer com isso?

- Pois é muito simples. Os cães e os gatos e muitos outros animais não só estão dotados de uma cauda com que exprimem o que pensam, sentem e sofrem mas, além disso, mediante a linguagem da cauda, são capazes de formar milhares de arabescos com maravilhosa perfeição, comunicam a sua vida interior... de sua alma, quem sabe? Alegria, medo, confiança, ódio, cautela, astúcia, tudo eles são capazes de comunicar através de caprichosos movimentos de cauda. Como nós, homens, não temos caudas e os de temperamento mais impulsivos sentimos a necessidade imperiosa de expressar-nos, recorremos então ao pincel, ao piano ou ao violino...

( Rosshalde, Herman Hesse )

terça-feira, 22 de março de 2011

esperando, esperando, esperando, esperando o sol.

pedro não sabe mas talvez no fundo espera alguma coisa mais linda que o mundo, maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá o desespero de esperar demais… ♫

domingo, 20 de março de 2011

the freaking alice.

Toda mutação acaba sendo evolução
Ir e não voltar é conhecer outro lugar
Vejo borboletas celebrando a mutação
Hoje borboletas celebrando a mutação
Colha-me, coma-me, beba-me, sacra-me, sacra-me.

quarta-feira, 16 de março de 2011

pétala jogada ao mar.

fico me questionando o que é viver, quais as formas de viver, o que a felicidade tem a ver com isso, se é possível viver sem ter questões a te encomodar e a te derrubar... e quer saber? a arte da vida é se permitir. se permitir é abrir os braços pras oportunidades, sempre que elas baterem na sua janela. não todas as oportunidades, isso é claro, mas aquelas que lhe parecem justas, que lhe parecem adequadas e que só não são realizadas por puro medo. medo, pff... o que é o medo? medo de fazer errado? medo de se arrepender? medo de que os outros não gostem ou não concordem? você só saberá tentando! e se der errado? e aí? é o fim? não é. o fim é quando você deixa de criar, deixa de sonhar, deixa de tentar, deixa de experimentar... quando o fim chega e você se dá conta que não fez nem metade das coisas que planejou, que não experimentou nem um terço do que queria ter experimentado, não conheceu nem um quarto das pessoas que queria, não modificou a vida de nem um sétimo da população mundial... o que foi a sua vida então? um pedaço de pétala jogada á agua? que flutua conforme o ritmo do mar... é, quem sabe. mas onde se chega sendo levado assim? será que você seria capaz de mudar de curso, caso visse uma corretenza passando ao seu lado, que lhe arrastaria a ambientes novos? será?


só se você se permitir...

domingo, 13 de março de 2011

duvidosa mistura.

curiosa mixagem de vontades. é dificil compreender pessoas que uma hora se sentem no céu, e que na outra reclamam do queimar do inferno, que uma hora desejam alcançar o mais límpido mar, e na outra só o que desejam é sair da escura e espessa lama... no fim, toda a paisagem é fruto de sua mente caleidoscópica e inconstante. ah, liquidificador de vontades! faz a tua mistura e te acalma no suco resultante, para de querer adicionar ingredientes que só deixam duvidosa a tua mistura. não adianta misturar sem provar o resultado, então se é pra se complicar com os ingredientes, que ao menos experimente o líquido resultante!